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Quarta-feira,  24/09/2008 - 14h58m

Trabalho

A MULHER NO BANCO DO BRASIL

 

Banco tenta solucionar um problema grave: as mulheres ocupam apenas 10% dos cargos de chefia na Instituição. Uma das ações foi a adesão ao Programa Pró-Eqüidade de Gênero do Governo Federal

 

por Tatiane Lopes

 

O ano de 1969 foi representativo para o Banco do Brasil, especialmente para as mulheres. Naquela época, a ala feminina participava pela primeira vez de concurso público para a Instituição. Até então, as brasileiras que trabalhavam no Banco não ocupavam cargos efetivos e exerciam funções como telefonista, copeira etc. Hoje as mulheres  ocupam 38% do quadro do funcionalismo. No entanto, mesmo diante das conquistas, uma situação continua sem solução: dados do Banco mostram que há predominância de homens na alta chefia.

 

O número de mulheres que ocupa cargos mais altos na Empresa ainda é muito baixo. Nas funções de primeiro gestor, apenas 10% dos cargos são ocupados por funcionárias. As informações fornecidas pelo Banco contabilizam ainda que, nas funções comissionadas, as mulheres ocupam 35% das vagas, nas operacionais 44%, nas técnicas 34% e, nas funções gerenciais, elas ocupam 30% dos cargos.

 

Os números mostram que já não é mais possível “colocar panos quentes”. O Banco percebeu que para garantir uma política eficiente de responsabilidade socioambiental é preciso descobrir quais os motivos que impedem a ascensão profissional das mulheres. Nesse caminho, uma das principais ações começou em 2008, quando o Banco do Brasil aderiu ao programa Pró-Eqüidade de Gênero, instituído pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, em parceria com o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) e com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 

“Esse é um indicativo de que estamos no caminho certo e que ao aderir ao programa podemos melhorar a participação da mulher nas funções comissionadas, sobretudo naquelas de comando”, afirma Geraldo Aureliano de Barros Correa Junior, da Diretoria de Gestão de Pessoas. A partir do programa, que tem adesão voluntária por parte da empresa, o Banco do Brasil assumiu uma série de compromissos. De acordo com a gerente de divisão de identificação e seleção de competências profissionais do Banco do Brasil, Ana Cristina Rosa Garcia, o  plano de ações envolve as áreas de gestão de pessoas e cultura organizacional. “Temos ações nas áreas de capacitação e treinamento, ascensão funcional e plano de cargos e carreira, programa de saúde e segurança, salário e remuneração, políticas de benefícios. Na parte de cultura organizacional, temos ações de mecanismos de combate à prática de discriminação e prática de sensibilização nos relacionamentos da Empresa. É um programa amplo que tem ações práticas para ajudar a mudar a realidade do Banco”, explica Ana Cristina.

 

Até o fim deste ano, o Banco do Brasil será monitorado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Se cumprir as ações acordadas, ganhará o Selo Pró-Eqüidade de Gênero. Além do programa, o Banco anunciou que fará uma pesquisa qualitativa e quantitativa para identificar fatores tanto organizacionais quanto pessoais que dificultam ou impedem a ascensão da mulher. “Quando começamos a discutir o tema, percebemos que existiam muitos pressupostos que não tínhamos confirmado. São questões que não sabemos se é mito ou se é realidade”, destaca Ana Cristina.

 

A diretora de Planejamento da Previ, Cecília Garcez, primeira mulher a assumir um cargo de diretora na Caixa de Previdência, enfatiza a importância de se conhecer a opinião das mulheres: “se num primeiro momento as empresas muitas vezes dão preferência aos homens, pode acontecer também de as mulheres renunciarem a cargos mais altos, já que é preciso muita preparação”.

 

Outra estratégia que busca a redução das desigualdades entre homens e mulheres está relacionada ao programa de executivos do Banco. Segundo Ana Cristina, ao recrutar funcionários para a prova de conhecimento, o Banco vai selecionar um número de mulheres proporcional à quantidade de mulheres que se inscreveu. “Percebendo que existe um problema na alta administração, em que há baixa participação feminina, vamos incentivar que mais mulheres façam a prova. Se eu tenho uma quantidade X de mulheres que se inscreveu no programa, essa proporção vai ser garantida na hora do recrutamento”.

 

A diretora de Relações Funcionais, Aposentadoria e Previdência da ANABB, Graça Machado, primeira mulher a ocupar o cargo de gerência do BB na Paraíba, vivenciou muitas histórias de discriminação e acredita que um estudo pode ajudar a descobrir quais as dificuldades de ascensão das mulheres. “No começo, existiam dificuldades de aceitação das mulheres em um Banco que era puramente masculino. Eu trabalhava escriturando pequenas contas e, durante a instalação de uma máquina que substituiria a que eu trabalhava, o Banco proibiu que as mulheres fizessem o curso para se preparar para aquela máquina nova. Nem banheiro feminino tinha nas agências, mas isso é um passado de 35 anos. Hoje o que se vê é que, para cargos mais altos, a mulher embora seja reconhecida competente não consegue ter o mesmo percentual de participação no Banco”.

 

Estatísticas

As desigualdades entre homens e mulheres no mundo do trabalho não é uma realidade apenas do Banco do Brasil.

 

Em 2006, um estudo sobre o “Perfil social, racial e de gênero das 500 maiores empresas do Brasil e suas ações afirmativas – 2005” mostrou que houve aumento da inclusão de mulheres, mas não a sua ascensão dentro das empresas. O estudo foi realizado pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e pelo Ibope Opinião, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).

 

Segundo a pesquisa, a mulher tem participação em todos os níveis hierárquicos considerados no estudo. Mesmo assim, ainda é sub-representada, se comparada com o percentual da população economicamente ativa. O segmento com maior porcentagem de mulheres – o quadro funcional – apresenta 32,6% de participação, contra os 51,3% de participação feminina na população brasileira, os 42,7% na população economicamente ativa e os 42,6% na população ocupada.  A mulher negra é ainda mais desfavorecida. Ela representa 8,2% das mulheres gerentes e 4,4% das diretoras.

 

Outro dado importante surgiu a partir de um relatório da OIT, publicado pejo jornal O Globo, em 2007. O estudo avalia que o número de mulheres no mercado de trabalho mundial é o maior da história, tendo alcançado, em 2007, a marca de 1,2 bilhão. Na última década, houve aumento de 200 milhões na ocupação feminina. Ainda assim, as mulheres representaram contingente distante do universo de 1,8 bilhão de homens empregados.

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