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Quarta-feira,  24/03/2010 - 16h45m

POR QUE O PC DO B, O PSOL E O PSTU QUEREM A CASSI?

A CASSI está mudando. Por isso, todas as entidades estão juntas com a
chapa 1 – Unidos pela CASSI. Não é só a ANABB, é a AAFBB, as associações
de aposentados, os representantes da Contraf-CUT e da Contec e de
dirigentes de todas as outras entidades do funcionalismo.

Douglas Scortegagna
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da CASSI

Agora, o PC do B se juntou ao PSOL e ao PSTU para disputar as eleições na condição de oposição, representando o mesmo grupo que trabalhou contra a mudança dos estatutos da CASSI.

A saúde, no Brasil e no mundo, tem tantos problemas que, todos juntos, ainda é pouco. O presidente americano Barack Obama, que venceu brilhantemente as últimas eleições, está enfrentando muitos problemas exatamente com a saúde.

No Brasil, a saúde pública caminha aos trancos e barrancos e a rede hospitalar do país está praticamente privatizada. Os grupos econômicos se reuniram e carterizaram a prestação de serviços médicos hospitalares – cada vez que você procura a emergência nos hospitais, encontra um corpo médico diferente. Essa rotatividade se reflete, ainda, no corpo de prestadores de serviços aos planos de saúde e às empresas de autogestão. Quando os médicos não se organizam em cooperativas, eles formam grupos. Os anestesistas nunca mais aceitaram receber dos planos de saúde e o movimento começa a atingir outras especialidades.

Discutir eleições da CASSI, fora da realidade do país e do conjunto de empresas prestadoras de serviço, é, no mínimo, uma irresponsabilidade. A CASSI, apesar de todas as dificuldades, tem a maior rede de prestadores de serviços entre todas as empresas de autogestão em saúde. Nos últimos anos, vem acumulando prêmios como a melhor gestora de saúde do Brasil. O CASSI Família é o plano de caráter nacional mais barato no gênero e o que oferece a melhor cobertura no mercado brasileiro.

O plano de associados sofre com os baixos salários dos novos funcionários e com a redução dos valores de aposentadoria pagos pela Previ. Para atender a uma família inteira de um funcionário do banco no início da carreira, a CASSI recebe pouco mais de R$ 100,00 por mês. No entanto, com uma gestão firme e correta, desde 2007, vem apresentando superávit, até no plano dos associados.

Nesse cenário está de volta a turma do PC do B. Eles, com a maior desfaçatez, dizem que a ANABB está na CASSI há 10 anos e, por isso, precisam de uma chance. Não é verdade. Eu fui candidato em 2006, para substituir Lessivan Pacheco, do Sindicato da Bahia e do PC do B, que havia sido diretor da CASSI no período de 1998 a 2006. Nesse período, o Banco retirou dos eleitos a área de Tecnologia da Informação, por absoluta incompetência na sua gestão, com graves prejuízos para a CASSI. Portanto, eles é que ficaram lá oito anos, aprofundando os problemas que começaram a ser resolvidos nos últimos quatro anos. Gastos absurdos e desnecessários, no período, em viagens a serviço cuja diretoria ficou conhecida como CASSITUR.

Agora, o PC do B se juntou ao PSOL e ao PSTU para disputar as eleições na condição de oposição, representando o mesmo grupo que trabalhou contra a mudança dos estatutos da CASSI. No discurso de campanha, misturam problemas de relacionamento funcional do banco com os seus empregados – que existem verdadeiramente – como se fosse um problema da CASSI. Só é problema da CASSI por aumentar a demanda dos associados em busca de atendimento médico. O candidato a diretor da chapa de oposição, que é diretor do Sindicato dos Bancários na Bahia e, em vez de resolver esse problema nas negociações com o banco, pelo sindicato, faz um discurso querendo jogar a culpa na CASSI. A relação dos empregados com o banco é dos sindicatos e o sindicalista candidato a diretor da CASSI deveria explicar por que não resolveu o problema. Por que não cumpriu sua obrigação?

Eles fazem discurso contra a mudança estatutária da CASSI, não querendo admitir que foram derrotados fragorosamente quando da maciça aprovação pelo corpo social. Com as mudanças, o banco, que pagava 3% para os novos funcionários passou a pagar 4,5%. Também pagou outras pendências financeiras, que, juntas, somaram R$ 300 milhões e aumentaram as reservas da CASSI. Dizem que são contra o banco, mas queriam facilitar a vida da instituição votando contra as mudanças que trouxeram mais e mais recursos para a CASSI.

Com o maior despudor, reclamam da Central de Pagamento. Nesse caso eles têm razão, mas o que pouca gente sabe, é que os problemas começaram com a transferência da responsabilidade pela Central de Pagamento, antes do colegiado da Diretoria Executiva, para um dos diretores indicado pelo Banco, o Diretor Administrativo e Financeiro. A proposta de mudança foi aprovada na diretoria com o voto favorável do diretor do PC do B, Lessivan Pacheco, com voto contrário do diretor eleito Diniz. No Conselho Deliberativo, a proposta foi aprovada com o voto contrário da então conselheira deliberativa eleita Denise Vianna. Como a Central de Pagamentos começou a apresentar problemas, trataram de criticar como se o representante do PC do B não fosse o grande responsável pelas mudanças e por esses problemas. Contra atas assinadas não existem argumentos.

A CASSI está mudando. Por isso, todas as entidades estão juntas com a chapa 1 – Unidos pela CASSI. Não é só a ANABB, é a AAFBB, as associações de aposentados, os representantes da Contraf-CUT e da Contec e de dirigentes de todas as outras entidades do funcionalismo.

Votar na oposição é voltar ao passado. Ao passado dos déficits no plano de associados; ao passado das CliniCassi que não saíam do papel – hoje já são 68; ao passado da Central de Atendimento que dificultava o atendimento – ligue agora para 0800 da CASSI para sentir as mudanças; ao passado das brigas políticas partidárias que não levavam a lugar nenhum; ao passado de desavenças e desunião entre os próprios eleitos favorecendo ações da Patrocinadora em desfavor dos associados; ao passado da falta de credenciamento de novos prestadores – eram 35 mil e hoje são mais de 40 mil; ao passado de pagamentos sem critérios que admitiam fraudes – esta aí a gritaria dos prestadores desonestos; e, ao passado do radicalismo e isolamento que não leva a nada.

Como a gestão na CASSI é compartilhada, o processo é de muita negociação entre eleitos e patrocinadora. Não de agressão e nem de subserviência.

A CASSI precisa de paz e os associados também.

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