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Quarta-feira,  31/05/2006 - 10h34m

MACHO É MACHO

Outro dia andei lendo algumas linhas sobre um cidadão que gostava de dizer frases.  Ele ficou famoso não só por isso, mas porque também era bom de briga.  E bom de cama: dizem ter comido Cleópatra. O que eu duvido.  Acho mesmo que Cleópatra o comeu, pois as mulheres são indiscutivelmente mais sagazes nesse ramo (e em todos os outros).  Com referência a uma mulher, quando um homem pensa que vai, ele "já foi".

Porém, ilustres ledores, chegamos a este ponto da página por causa de uma conhecida frase do ilustre personagem acima/abaixo mencionado: 
 
— VENI, VIDI, VICI - ou seja: Cheguei, Vi, Venci - eis o que Caio Júlio César, célebre general e posteriormente ditador romano - um dos mais ilustres homens de guerra e estadistas da antiguidade - teria dito no ano 47 antes de Cristo, anunciando sua vitória sobre Farnaces, rei do Ponto.

Lembrei-me dessa frase famosa (ele era chegadinho em dizer frases históricas, como, por exemplo, "Alea jacta est", "Quosque tu, fili mi", e muitas outras), lembrei-me daquela frase, eu dizia, quando, numa destas manhãs sabatinais de sóis primaveris, me pus a dar ua mãozinha culinária na confecção de um nhoque de mandioca. É provável que Júlio César comesse nhoque, mas de mandioca eu duvido, pois "a mandioca é nossa" (O que nós, povo brasileiro, levamos de mandioca, não está  nem no rascunho da bíblia!).
 
Mas, voltemos ao assunto. Coisa de louco, homem na cozinha! Um verdadeiro abalo sísmico!

Niquiqui eu me meti a ajudar, descobri que o amassador de batatas (o qual iria ser usado nas mandiocas) estava meio enguiçado. Propus-me consertá-lo, com aquela paciência e jeito que me são característicos.

Acho que nunca na vida o Júlio César pegou um amassador de batatas enguiçado nas mãos. Nem mesmo Cleópatra. Esta gostava mesmo é de mandioca.

Mas vai daí, resolvi consertar o espremedor. E, quando mexi, acabei de estragá-lo. Dei diversas marteladas em cima da pia e fiz um barulho dos diabos. Parecia oficina de ferreiro, dos velhos tempos. Pancada pra tudo quando é lado. Uma zorra total.

Ato contínuo, derrubei massa fora da bacia, quebrei um vaso de plantas que estava ao lado e esparramei terra pelo chão. Tudo isso ao som dos mais sonoros palavrões. Em conseqüência, também ganhei uma sonora bronca da minha mulher. Imaginei o General Júlio César, muito doidão, fazendo nhoque...  E Cleópatra buzinando na orelha dele!

Saí "vendendo azeite" pela sala a dentro e, ao passar pelo meu filho, que a tudo assistia de olhos arregalados, estufei o peito orgulhosamente e falei em castiço português, imitando o general romano:

— CHEGUEI, ARREBENTEI... E ME MANDEI!

Élcio Bueno

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