Brasília,
  Pesquisa:   
Conheça a ANABB
Produtos e Serviços
Assessoria Parlamentar
Cidadania
CIN
Associe-se
Publicações
Eleições 2010
Notícias
Opinião da ANABB
Balanço Anual
Pós-98
Pesquisa ANABB
Links
Literatura
Mapa do Site
Fale Conosco
 
  Participe
Notícias :: Clipping
Clipping | Rapidinhas
Aumentar o tamanho do textoDiminuir o tamanho do texto
Sexta-feira,  15/12/2006 - 10h00m

BANCO DO BRASIL - Inativos querem despolitizar BB

Grupo de ex-funcionários faz campanha para convencer o presidente Lula a não mais colocar petistas e sindicalistas nos cargos estratégicos do Banco do Brasil. Eles temem pela credibilidade da instituição

Vicente Nunes
Da equipe do Correio

 O aparelhamento do Banco do Brasil pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que derrubou dois presidentes da instituição desde o início de 2003 - Cássio Casseb e Rossano Maranhão -, fez surgir um movimento de combate ao uso político da maior casa bancária da América Latina. Um grupo de 1,7 mil funcionários aposentados do BB está pregando pela internet uma ação conjunta para que o presidente Lula não caia mais na armadilha de partidarizar a instituição. A imagem do banco foi desgastada nos últimos anos por envolvimento de seus dirigentes em todos os escândalos políticos que atingiram em cheio o governo e enterraram o discurso da ética pregada pelos petistas. "Não podemos ficar calados diante do que está acontecendo no BB", disse Carlos Innig, coordenador do grupo de veteranos.
 Segundo ele, desde que o PT chegou ao poder, as nomeações e promoções para cargos estratégicos do banco deixaram de ser pautadas pela competência e pela experiência. "Agora, os fatores principais passaram a ser a carteira de filiação ao PT e o exercício de atividades sindicais", afirmou Innig. Para ele, é até compreensível que o partido que chegou ao poder nomeie uma ou duas pessoas para cargos de comando do BB, como forma de executar políticas que defendeu durante a campanha eleitoral. O que não pode, acrescentou Innig, é que os cargos de segundo, terceiro e quarto escalões passem a ser vinculados ao partidarismo. "Há muita gente competente que não tem filiação política, mas acaba sendo preterida em promoções por pessoas que passaram a vida na militância sindical e não entendem nada de gestão de banco", emendou.
Indignação
 Innig afirmou que o movimento pela "ética, independência e apartidarismo do BB" não foi criado somente porque o PT assumiu o controle do banco. "A nossa rejeição ao aparelhamento vale para todos os partidos. O Banco do Brasil tem de ser conduzido de forma técnica, não política", frisou. Ele contou que a decisão de criar o grupo de veteranos, que começou no Rio Grande do Sul e logo aglutinou adesões em todo o país, foi tomada depois da divulgação do envolvimento de Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do BB, no esquema montado por Marcos Valério de Souza para abastecer o mensalão. "Com esse fato, a apreensão quanto ao futuro do BB e a indignação contra a corrupção aumentaram muito. Tínhamos que nos unir contra tudo o que estávamos vendo", assinalou.
 O movimento dos veteranos não se restringe ao BB. "Pregamos a gestão profissional, sem partidarismo, em todas as instituições ligadas ao banco, entre elas a Previ, Caixa de Previdência dos funcionários da instituição. A Previ administra os recursos que garantem a aposentadoria complementar dos os empregados e ex-funcionários do BB. Sua gestão também não pode ser politizada", assinalou. No BB, ninguém comenta o movimento dos veteranos. Rossano Maranhão, que está deixando hoje a presidência do BB, conseguiu despolitizar parte do banco. Mas a pressão foi tamanha que ele optou por seguir para a iniciativa privada. O presidente interino do BB, Antonio Lima Neto, não tem filiação política.

Fonte: Correio Braziliense

 

 
  Destaques
 
  Eleitorado cresce e chega a 135,8 milhões
  Obras atrasadas para a Copa de 2014
  O FGTS faz parte do patrimônio pessoal e precisa de atenção
  Gastos de brasileiros no exterior são recorde no primeiro semestre