Brasília,
  Pesquisa:   
Conheça a ANABB
Produtos e Serviços
Assessoria Parlamentar
Cidadania
CIN
Campanha Salarial 2010
Associe-se
Publicações
Eleições 2010
Notícias
Opinião da ANABB
Balanço Anual
Pós-98
Pesquisa ANABB
Links
Literatura
Mapa do Site
Fale Conosco
 
  Participe
Opinião da ANABB :: Carta do Presidente
Carta do Presidente | Opinião do Diretor | Opinião do Conselheiro
Aumentar o tamanho do textoDiminuir o tamanho do texto
Sexta-feira,  07/05/2010 - 12h10m

A confiança venceu o atraso e a indiferença

Qualquer análise que se faça em relação ao resultado das eleições da Cassi vai ser polêmica. Desde a euforia dos que venceram até as justificativas dos que assistiram à derrota de seus candidatos. Até porque é preciso começar perguntando: quem perdeu e quem ganhou. Eu, como não tenho medo de polemizar, começo dizendo que todos perderam e todos ganharam, dependendo do ponto de vista lançado sobre todo o processo eleitoral.

A chapa da situação, que contou com o apoio da ANABB, venceu, mas também perdeu. Venceu porque o resultado garantiu ao time comandado por Graça Machado o direito de representar os associados na direção da Cassi, nos próximos quatro anos. Perdeu porque não conseguiu mostrar os verdadeiros problemas de nossa Caixa de Assistência, nem conseguiu despertar da indiferença grande parte dos funcionários da ativa. Venceu porque pode contar com a confiança de quase a metade dos mesmos associados da ativa e com a grande maioria dos aposentados votantes.

A chapa de oposição perdeu, mas também venceu. Disputar uma eleição contra a quase totalidade das forças do movimento de trabalhadores da ativa e dos aposentados do Banco do Brasil não é tarefa fácil. O resultado final, apertado, pode ser considerado grande vitória. Porém perdeu, não porque não tomará posse na direção da Cassi, mas porque não aproveitou a oportunidade para fazer um grande debate sobre os verdadeiros problemas das empresas de autogestão no Brasil. A chapa de oposição se perdeu nos ataques aos dirigentes de entidades, nos ataques às próprias entidades e, ao final, nos ataques aos aposentados, como se estes fossem os responsáveis pela derrota de seus candidatos.

Perderam também os eleitores que ficaram indiferentes aos problemas de nossa Caixa de Assistência, omitindo-se na decisão de não votar ou votando simplesmente para tirar da tela de seu computador, no ambiente de trabalho, o convite ao voto. Venceram os eleitores que enfrentaram a fúria dos cabos eleitorais de oposição, que se valeram de ataques à honra dos candidatos da situação e até mesmo de seus principais apoiadores. Em algum momento, cheguei mesmo a me perguntar: será verdade que a ANABB errou tanto e fez tão mal a seus associados? Será que os mais de 24 anos de trabalho sério e competente em defesa de seus associados podem ser esquecidos de uma hora para outra? Será que a confiança deu lugar ao medo? Será que a tradição de construir a democracia e formular novas ideias deu lugar à indiferença e à falta de compromisso?

Foram pouco mais de seis mil votos de diferença, não de indiferença. O suficiente para manter a chama, mais do que acesa, ardente mesmo, de que o novo tempo não pode ser de negação. O novo tempo não pode ser de medo. O novo tempo não pode ser só de um Banco do Brasil mais rico em resultados, mas deve também ser de um funcionalismo comprometido com suas entidades, com as conquistas construídas por várias gerações de trabalhadores que os antecederam, comprometido com o que é possível, legal ou justo. Nossas Caixas de Assistência e Previdência não foram meros presentes de governos e direções do Banco no passado. São fruto do trabalho de muitas lideranças ao longo de mais de 100 anos de história na Previ e de quase 70 anos de história na Cassi. O funcionalismo do Banco do Brasil construiu um dos maiores fundos de pensão do mundo e a maior empresa de autogestão em saúde do Brasil. A responsabilidade de quem está chegando deve ser maior que o reconhecimento, deve ser o de comprometimento de cuidar, zelar e melhorar. Capacidade para isto eles têm. Apesar do tempo, da distância, da falta de isonomia, uma coisa nos une de forma definitiva: a entrada para esta família pela porta democrática do concurso público.

Nossa querida Cassi tem problemas, que já foram muito maiores. Para muitos dos que hoje se colocam na oposição, estes problemas seriam intransponíveis. Foi preciso muita confiança para vencer o atraso e a indiferença, mas será preciso muito mais para justificar a confiança de quem acreditou. O esforço deve ser redobrado para despertar cada um dos associados desta letargia que pode condenar nossa Caixa de Assistência ao atraso e chamar atenção daqueles que, ao entrar para esta família, passaram a ter acesso ao melhor e mais barato plano de saúde do mercado brasileiro. Plano de saúde este que foi construído com o espírito associativista e altruísta de muitas gerações, em que cada um paga como pode e usa como precisa. Para melhorar a Cassi, não é preciso destruir nossas entidades e caluniar nossas lideranças. É preciso unidade e confiança.

Valmir Camilo
Presidente da ANABB

23/08/2010 - COMPROMISSO E RESULTADO
31/03/2010 - Eleições em tempo de cólera
05/03/2010 - Voto de Minerva versus Resolução CGPC nº 26
12/01/2010 - Tem moleque solto por aí
16/06/2009 - Ser do Brasil é sua razão social
03/09/2008 - BB, entre as 100 já foste a melhor
06/08/2008 - O último que apague a luz
16/06/2008 - Pra não dizer que não falei das árvores
05/06/2008 - Coisas por fazer
30/04/2008 - A palavra é que nos aproxima
15/10/2007 - Mensageiro da mentira
29/08/2007 - Sem tempo para comemorar
23/07/2007 - Dizer Sim é preciso, pois viver não é preciso
04/07/2007 - O Banco do Presidente Lula
06/06/2007 - As mudanças que queremos.
Ver todas as Páginas >>

 

 
  Destaques
 
  País cresceu entre 0,5% e 1% no segundo trimestre, estima Mantega
  Governo propõe o mínimo de R$ 538,15 para 2011
  Banco do Brasil deve ter banco nos EUA ainda este ano
  Peso dos impostos diminui para 33,58% do PIB em 2009, mostra Receita