Brasília,
  Pesquisa:   
Conheça a ANABB
Produtos e Serviços
Assessoria Parlamentar
Cidadania
CIN
Campanha Salarial 2010
Associe-se
Publicações
Eleições 2010
Notícias
Opinião da ANABB
Balanço Anual
Pós-98
Pesquisa ANABB
Links
Literatura
Mapa do Site
Fale Conosco
 
  Participe
Opinião da ANABB :: Carta do Presidente
Carta do Presidente | Opinião do Diretor | Opinião do Conselheiro
Aumentar o tamanho do textoDiminuir o tamanho do texto
Terça-feira,  12/01/2010 - 16h07m

Tem moleque solto por aí

A luta dos funcionários do BB sempre foi marcada pelas disputas entre diversas correntes de pensamento. E não começou com as centrais sindicais. Mesmo no tempo do velho Partidão, antes do nascimento de partidos como PT, PPS, PSOL, PSTU, PC do B, PDT, PSB, PTB, entre outros, as diferenças já existiam. Com mais ou menos democracia – não podemos esquecer a ditadura militar –, o debate nunca esteve ausente nas nossas lutas. Por isso, o debate político atual não pode deixar de lado os movimentos que foram necessários no passado para garantir o presente e o futuro. Abrir mão da verdadeira história e tentar apagar o trabalho de construção coletiva de um povo, de uma categoria de trabalhadores e de gerações de lideranças é como querer “queimar arquivos”. Muito próprio dos regimes de exceção. Uma lembrança terrível.

 

A luta dos funcionários do Banco do Brasil garantiu um banco com dois séculos de existência, um fundo de pensão com mais de um século de vida e uma Caixa de Assistência à Saúde com quase 70 anos de idade. O espírito democrático que existe na gestão da Previ e da Cassi, com a participação estratégica, gestora e fiscalizadora dos funcionários, foi uma conquista tão importante que abriu as portas para outras entidades dos setores.

 

Não dá para ignorar a importância dos colegas Chico Parra, Humberto Eudes, Zé Valdir, Vitor Paulo, Toninho Nogueirol, Fernando Amaral e tantos outros para que nossa Caixa de Previdência, apesar do voto de Minerva, seja uma referência no setor. Da mesma forma, não dá para esquecer o trabalho dos colegas Romildo, Onildo, Joilson, Diniz, Graça Machado, Deli e tantos outros, que trabalharam por nossa Caixa de Assistência. Eles trabalharam para garantir a existência de uma empresa de autogestão, contrariando governos, mercados privados de saúde, Agência Nacional de Saúde − deste e de outros governos −, rede privada de hospitais e clínicas e até de órgãos de controle de despesas das empresas públicas.

 

Eu mesmo, em 1988, portanto lá se vão mais de 20 anos, andava pelo interior de São Paulo, com meu carrinho, pedindo voto e transportando Chico Parra, que encabeçava uma chapa para a Previ com o Zé Valdir, contra a chapa indicada pela direção do Banco. Foi uma vitória muito importante não só para eles, mas para todo o funcionalismo. Em 2008, também pedi votos para eleger Roosevelt Rui, Marcel, Denise Vianna, Gilberto Vieira e tantos outros, juntando, pela primeira vez, em uma única chapa, Contraf-Cut e Contec.

 

É uma pena que um destes companheiros não tenha honrado o trabalho e o esforço de todos os outros e venha exercendo seu mandato de Conselheiro Deliberativo da Cassi sem nenhum respeito às regras da boa governança. Vazando documentos estratégicos negociais da Cassi, que até colocaram o próprio Banco do Brasil em desvantagem nas negociações com o Nossa Caixa-Nosso Banco. Criticando a diretoria da Cassi, esquecendo de sua condição de conselheiro, quando poderia propor melhorias para a Cassi e não o fez, em quase dois anos de mandato. Mentindo em nome do “pseudoconhecimento de causa”, ao falar do que não conhece. Usando números e valores que jamais foram tratados pelo Banco e pela Cassi. Citando problemas que verdadeiramente existem na Cassi, mas que foram minimizados com o trabalho dos eleitos, e ele o ignora. Ignora também que os problemas de atraso nos pagamentos da Cassi são de responsabilidade dos indicados para a Cassi, pelo governo que ele e nós defendemos. Ele, por uma questão partidária e eu, por respeito à democracia.

 

Não vou falar das críticas feitas à ANABB, pois o verdadeiro associado da instituição me conhece e conhece a história da entidade. Nossa posição em relação à Cassi, inclusive sobre o plano odontológico, foi amplamente tratada no Especial Cassi, publicado em maio de 2009. Não temos duas palavras, duas caras nem duas medidas. Se o conselheiro precisa usar do expediente para publicar suas críticas em um jornal sindical, considerando que não consegue ajudar a resolver os problemas da Cassi e usa a força do mandato concedido pelo Corpo Social, deve renunciar ao cargo e devolver os jetons recebidos indevidamente ao longo de quase dois anos. Administrar nossas entidades é coisa para homem de bem.

 

Valmir Camilo
presi@anabb.org.br

 

23/08/2010 - COMPROMISSO E RESULTADO
07/05/2010 - A confiança venceu o atraso e a indiferença
31/03/2010 - Eleições em tempo de cólera
05/03/2010 - Voto de Minerva versus Resolução CGPC nº 26
16/06/2009 - Ser do Brasil é sua razão social
03/09/2008 - BB, entre as 100 já foste a melhor
06/08/2008 - O último que apague a luz
16/06/2008 - Pra não dizer que não falei das árvores
05/06/2008 - Coisas por fazer
30/04/2008 - A palavra é que nos aproxima
15/10/2007 - Mensageiro da mentira
29/08/2007 - Sem tempo para comemorar
23/07/2007 - Dizer Sim é preciso, pois viver não é preciso
04/07/2007 - O Banco do Presidente Lula
06/06/2007 - As mudanças que queremos.
Ver todas as Páginas >>

 

 
  Destaques
 
  Governo propõe o mínimo de R$ 538,15 para 2011
  Banco do Brasil deve ter banco nos EUA ainda este ano
  Peso dos impostos diminui para 33,58% do PIB em 2009, mostra Receita
  Brasil supera EUA e é o terceiro país em lista de prioridades de multinacionais