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Eleições CASSI
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Quinta-feira,  01/06/2006 - 15h23m

Discurso de posse de Douglas Scortegagna

O RESPEITO QUE TODOS MERECEM

 

Depois de percorrer uma jornada de 30 anos como funcionário do Banco do Brasil, dos quais 13 dedicados a cumprir, com dignidade, mandatos de diretor Administrativo e Financeiro; Diretor de Relações Funcionais, Aposentadoria e Previdência e Diretor de Comunicação e Desenvolvimento, da mais representativa das entidades do funcionalismo do Banco do Brasil, a ANABB, o destino me reservou um novo e imenso desafio: Ser diretor de Saúde do segundo maior plano de auto-gestão em saúde, no Brasil, a CASSI.

 

Uma responsabilidade a mim e à Chapa 3, delegada por uma extraordinária votação, que faz com que o grande objetivo seja recuperar a nossa Caixa de Saúde e manter viva, na cabeça de cada um, a esperança de que, organizados, despojados de paixões político-partidárias, preocupados em atender, indistintamente, a todas as correntes de pensamento, seremos tão fortes quanto necessário para vencer esta luta que, a cada dia, parece tornar-se mais difícil. Mas, com garra e dedicação, privilegiando os interesses coletivos, não temos a menor dúvida de que iremos conseguir.

 

Para mim isso representa muito mais que um desafio, um estímulo, pois acredito que trabalhar é o caminho para superar todas as dificuldades. Poderia até mesmo dizer que à CASSI está faltando a determinação de direcionar esforços no sentido de se encontrar alternativas.

 

Na realidade, estamos fartos da transferência de responsabilidade, adiando, sempre, por tempo indeterminado, a tomada de decisões que impliquem um rumo para quem cuida da saúde dos funcionários do Banco do Brasil, cansados de conviver com argumentos que nada mais são do que justificativas para encobrir falhas de quem deveria ser responsabilizado por ter deixado chegar aonde chegou.

 

Ao Brasil como um todo está faltando uma revolução ética, não apenas em discursos, mas na prática, no cotidiano. Foram “criadas” leis que premiam a esperteza e acabam penalizando o trabalho.

 

 

Precisamos ter uma noção muito clara de que podemos interferir e que nossa vontade pode ter peso na mudança de conduta dos nossos dirigentes. De repente, estamos como que anestesiados! Mas não podemos continuar nesse desânimo. Temos de deixar bem claro o que queremos e exigir dos dirigentes posturas claras e o fiel cumprimento das promessas feitas e das normas vigentes.

 

Nosso parceiro Banco do Brasil tem que entender que o momento das transformações é agora. A oportunidade parece única. Perdê-la será frustrar e enterrar a esperança de milhares de ansiosos colegas que se dedicam de corpo e alma para proporcionar lucros fantásticos, como tem ocorrido nos últimos balanços e, com isso, valorizar estratosfericamente o valor das ações do nosso amado Banco do Brasil. Esse mesmo Banco, a quem dedicamos uma vida inteira de trabalho, na expectativa de uma aposentadoria digna.

 

Mas, de que adianta uma aposentadoria digna, sem saúde?

 

Em respeito a quem acreditou nas nossas propostas, nossa gestão estará voltada para o que nos conduziu até aqui:

 

O equilíbrio econômico-financeiro urge que aconteça para dar tranqüilidade para que essa nau possa atravessar o mar revolto no qual se encontra nosso plano de saúde.

Esperamos que a sensibilidade dos dirigentes do nosso parceiro Banco do Brasil seja no sentido de efetivamente dar resposta plausível às exigências do corpo social da CASSI, que clama por uma solução definitiva e por melhoras significativas.

 

Não podemos prescindir de um plano odontológico, a exemplo de muitos outros planos de saúde, adequado às necessidades dos associados desta Caixa, pois muitas das doenças podem ser evitadas com uma boa saúde bucal.

 

A igualdade na participação financeira e de direitos no atendimento dos funcionários pré e pós 98 é uma questão de justiça social e respeito às normas estatutárias.

 

Devemos continuar os investimentos na estratégia da Medicina da Família. Mas para isso devemos conhecer muito bem os indicadores de que essa forma de assistência tem mais qualidade a um menor custo.

 

A renovação da rede de credenciados, referenciados e integrada à estratégia da medicina da família é uma exigência que não pode mais esperar.

 

Não podemos prescindir de uma rede de especialistas criteriosamente escolhidos e dignamente remunerados para prestar um serviço de qualidade aos usuários.

 

Precisamos conquistar maior descentralização das decisões e desburocratizar os procedimentos de concessão de benefícios que tanto afligem os que prescindem de decisões ágeis e competentes.

 

O fortalecimento e o reconhecimento dos Conselhos de Usuários se fazem necessário para que tenham minimamente condições de exercerem a nobre função de guardiões da qualidade da assistência prestada pela nossa CASSI. Outras tantas medidas importantes, devem ser adotadas para a retomada da confiança e da credibilidade, extremamente afetadas junto aos associados e à enorme rede de atendimento.

 

Empresas modernas investem maciçamente na saúde de seu corpo de colaboradores, pois é deles que exigem o cumprimento das metas e de acordos de trabalho e é quem produz lucros extraordinários. Sem saúde, perde o funcionário, perde a família e perde a empresa.

 

O funcionalismo deu um recado muito claro nas urnas nessas últimas eleições da CASSI.

 

Ele exige: A CASSI MERECE RESPEITO e todos seus associados também.

 

Que DEUS nos ilumine.

 

Saúde para todos e

 

Muito obrigado!

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